quinta-feira, 24 de maio de 2018

Exsudação

Destilas essa lascívia que me prende
Nos olhares felinos que me desnudam
Em que tuas destras mãos também ajudam
Para que te sinta sem que algo se desvende.

Exsudas toda a luxúria a que se rende
Minha ávida boca cujos lábios te saúdam
Num beijo em que nossas línguas se estudam
Numa prática que a razão nunca entende.

Desde aí, desço p’lo teu corpo com destreza,
No firme busto faço a pausa que t’arrepia
E nele cerro os dentes com certa leveza

Para que repliques e me rogues em agonia
Quanto anseias que te possua com firmeza
Numa entrega que s’estenda por todo um dia.
Luís Corredoura